10.4.10

Lembrei-me desta música e, consequentemente, do Rafa.
Posto isto lembrei-me do Caminho e.... enfim...

8.4.10

Lembrei-me do refrão .... Em tempos ouvi isto repetidamente .
Adoro esta letra e gosto deste feeling :
It's sunny outside,
you should go for a walk !

7.4.10

Oito      dias   !

3.4.10

Tenho escrito coisas interessantes... pessoais demais para expôr aqui. Tenho visto coisas interessantes. tenho ouvido , vivido e sentido coisas estranhas . e para mim o adjectivo estranho raramente é depreciativo.

Por estes dias aprendo a dar valor à saudade e a expremer toda a felicidade que ela tenha para me dar. A espera continua paciente e confiante, bonita.

[ Começou mesmo agora a dar a No Surprises no meu quarto ! Lindo ... Que timming . A No Surprises foi a primeira música que ouvi dos Radiohead - excluindo a Creep . « Silence ... » sussura o Thom Yorke - Génio !  ]

Depois deste parênteses... Acaba aqui. tenho de me levantar para pôr a música do ínicio, apagar as luzes, deitar-me no chão a ouvir. E já não volto... Na sala tenho um sofá à espera de ser partilhado e três pessoas para amar [ Eles ganham ! ]

1.4.10

no Cérebro da Sally :

Não sei se já te perguntaste como será a viagem dos porcos até ao matadouro.
Fui pensando sobre isto enquanto tentava engendrar maneiras creativas de executar a tua matança.

Os porcos vivem em pocilgas, enlameadas : terra húmida e esterco. Os porcos vivem um bocado porcos.
Vão porcos de carro até ao matadouro. Na verdade, vão de camião e em maior quantidade do que este suporta - se tiverem sorte [ / Digo isto porque sinto que a probabilidade de cair quando estou no 704 é muito menor se este vai cheio. ]
Se tiverem azar, há espaço para que se mexam... Se tiverem ainda mais azar, o animal ao volante é mau condutor - o que é muito provável.
O caminho é longo, portanto o animal conduz o mais depressa possivel.
O camião leva quase certamente dois andares de porcos, que como quaisquer outros animais, defecam. Defecam para cima dos porcos que estão em baixo - alguns já de pernas partidas, a guinxar. Cheira a merda e os porcos não se calam - mal podes esperar para chegar ao destino e degolá-los.
[ / Sentes o cheiro a bosta ? ]
Amanhã, faço-te lombo ao almoço .

Isto parece-me desumano, mas tenho medo que seja ridículo considerar que porcos devam ser mortos sem sofrimento... Não - é mesmo isso : é ridículo !
São porcos e eu não deixo de comer por causa disso. Os vegetarianos são umas bichas, é preciso resolver o problema da fome mundial e eu gosto muito de presunto ...

Sou capaz de não te matar amanhã - Vou temperar o lombo.



__________,,_____

Lembrei-me de uma Sally a pensar coisas destas, enquanto ouvia a minha mãe a falar de uma ideia que tinha para um livro. O intrigante disto tudo é a Sally andar de 704 - o que significa que provavelmente passa por mim todos os dias e eu nunca a identifiquei...
Pensei na Bring Your Daughter to the Slaughter dos Iron Maiden, que por acaso, ouvi aí uma 4 vezes hoje.

31.3.10

Metal

Ultimamente ando viciada na Run to the hills dos Iron Maiden - Pá, que grande banda !

Dou por mim a gostar cada vez mais de Jazz e cada vez mais de Metal, estilos que têm tudo a ver...
Penso muitas vezes na sorte que tive em ter alguém que realmente conhecia muito de Metal e mostrou tudo, sem fechar as mãos e sem guardar segredos.
Fui desconstruindo ao longo do tempo a ideia comum de que os fãs de Metal são macambúzios, deprimidos, frustrados. Depois de descontruir isto, eu própria me estou a tornar uma fã de Metal, e comecei há pouco tempo a descobri-lo.
O Metal não é barulho. Simplesmente, como em todos os estilos, há Metal bom e mau.
Há Metal para todos os gostos - rico em influência gótica, folk, clássica, etc.
Há Metal lindíssimo, como poesia - que pode ser agressiva ou não.
Nesta coisa da música, sou de marés - tanto me apanham a ouvir Yann Tiersen como Lykke Li ou Judas Priest... Gosto de boa música e confesso não ter grandes barreiras sonoras [ / Apesar de não ter paciência para Death Metal : ) ].

E como julgo que o meu dever é passar a palavra, deixo aqui umas amostras - a ver se o bichinho pega ! :






30.3.10

Fui ver The Book of Eli.
No overall, um filme porreiro - Se ignorarmos as incoerências e alinharmos na ficção e no pensamento-sem-ronhónhós-pseudo-intelectuais.

Hoje a Fábrica do Som foi abaixo, correu bem!
Deixo aqui um cheirinho:

28.3.10

[ / Não mando uma pr'á Caixa ]

Nem sei onde anda a Caixa ...

23.3.10

Já me inscrevi no GUE Fundamentals e já comecei a ler o Doing It Right: The fundamentals of Better Diving do Jarrod Jablonski. Amanhã tenho o primeiro treino na piscina.

Finalmente, acaba para mim o segundo período - Já começava a sentir náuseas de cansaço.
[ / Gosto da palavra náusea ] - A propósito:


21.3.10










Encontrei esta fotografia, tirada por mim num pinheiral a Caminho de O Pino [ julgo eu ] .

19.3.10

E como hoje é dia do pai... Ficam aqui memórias de momentos em Volkswagens vermelhos, em praias paradisíacas e de dias de chuva passados no sofa. Com essas memórias fica música, que realmente serve de marcador flourescente para a vida.



Ao meu pai:

Hoje lembrei um dos meus poemas preferidos do Miguel Torga, Súplica.
Dei por mim a repetir os versos :
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
matar a sede com água salgada.


Já agora, deixo aqui o Pablo Neruda e o Walking around:

Acontece que me canso de meus pés e de minhas unhas,
do meu cabelo e até da minha sombra.
Acontece que me canso de ser homem.

Todavia, seria delicioso
assustar um notário com um lírio cortado
ou matar uma freira com um soco na orelha.
Seria belo
ir pelas ruas com uma faca verde
e aos gritos até morrer de frio.

Passeio calmamente, com olhos, com sapatos,
com fúria e esquecimento,
passo, atravesso escritórios e lojas ortopédicas,
e pátios onde há roupa pendurada num arame:
cuecas, toalhas e camisas que choram
lentas lágrimas sórdidas.

17.3.10

Il Postino

Ando a ler O Voo Melancólico do Melro do Carlos Tê e O Carteiro de Pablo Neruda (Ardente Paciência) do chileno Antonio Skármeta.
Comecei ontem de madrugada o segundo - acabo-o hoje, e digo desde já que é um livro lindíssimo. Apaixonei-me pelo Pablo Neruda retratado , pela personagem de Mario Jiménez, de Beatriz González e até da viúva González.
Apaixonei-me pela Ilha Negra e pelo Chile...
/ é certo que é um livro pequeno, mas : Apaixonei-me tanto que li o livro de rajada, com as ondas que ele conta, que canta...


[ Acho a capa da minha edição extraordinária ! ]

15.3.10

Socorro !
É segunda e já só penso no quanto quero que sexta chegue, rápido.

13.3.10

What the fuck ! [ Best Puto Evaaar ! ]

12.3.10

Hoje, uma oração de Taizé no CLF.
Já começava a sentir falta, e a propósito largo aqui uns versos, sem me preocupar em explicar como os expliquei a mim própria...

Sei bem que não mereço um dia entrar no céu
Mas nem por isso escrevo a minha casa sobre a terra
Daniel Faria

11.3.10

Acho maravilhoso como ao longo do tempo fui passando a preferir cada vez mais o amor demonstrado com o silêncio.
Assisto a metamorfoses que tornam pessoas capazes de sentir o afecto calado, mesmo a uma distância de 2032 Km.
Lembro [ não, não me lembro - tem estado permanentemente na minha cabeça] a In a manner of speaking, versão dos Nouvelle Vague, e repito baixinho os versos como uma prece :

So in a manner of speaking
I just want to say
that just like you I
should find a way
to tell you everything by saying
nothing



Oh, Give me the words
that tell me nothing
Give me the words,
that tell me
Everything

9.3.10

Chego agora a Casa.
Vinha a dar na Rádio Nova Harvest Moon dos Crosby Stills Nash and Young:

8.3.10

Dia Internacional da Mulher - Aventar

O meu texto já está no Aventar:

Vou colhendo palavras sábias para perceber que uma Mulher não é virgem – é Mãe.
Fala-me a história dos ventres molhados, geradores de vida, orientadores da existência. Não preciso de história para achar brilhante a maneira como a Natureza se ocupa da criação de formas perpétuas, perfeitas – como o regaço de uma Mãe.
Lembro-me que também tenho uma – todos temos, ou tivemos – e lembro como me aquecem as garras cravadas nas minhas costas, de uma Mulher, felina, que sofre por anticipação a partida de um fruto, a queda dele da árvore para a terra.
Começo a caracterizar a Mulher como um permanente estado de vigilância e, no entanto, uma eterna fonte de amor e de paz.
Penso nisto por toda a responsabilidade biológica que isto me atribui. Penso na metamorfose por que passa um ser do sexo feminino e percebo que qualquer um dos estágios é, fundamentalmente, igual – uma Mulher é o seio que amamenta, a perseverança que pratica, a felicidade que irradia, a força que demonstra e o amor que dá.


[ Ilustro este texto com uma imagem que já postei, mas que a minha mãe adora ]






7.3.10

Amanhã é Dia internacional da Mulher - e no Aventar só as mulheres é que postam.
O meu tio pediu-me um texto que será publicado amanhã, no Aventar, pelas 21 horas.

28.2.10

Fui ver o Shutter Island.
Não vou ser esquisita, não me apetece vir com rónhónhós pseudo-intelectuais - achei brilhante !

Lembrou-me a Brain Damage dos Pink Floyd [ e este álbum que ouvi repetidamente este fim-de-semana ]
Destaco versos, cuja impossibilidade psicadélica de negação me faz secretamente feliz:
The lunatic is in my head
I'll see you on the dark side of the moon

23.2.10

Aprender a Tears in The Rain do Joe Satriani em 7 dias, apenas após 7 aulas ?!
[ / para já : Riso incrédulo ]

22.2.10

Prometi não corromper o silêncio que aprendi nas velas e nos tijolos, e que pratiquei nas pedras e no amarelo das setas - Prometi e cumprirei.

O vento no meu caminho tem-me sussurado Anathema :

13.2.10

El camino se hace caminando.

11.2.10






















Desenho de ~Malignanttoast

Tem de se poder partir
contudo ser como uma árvore:
como se a raiz permanecesse na
terra,
como se a paisagem passasse
e nós ficássemos.
Tem de se conter a respiração
até que o vento amaine
e o ar desconhecido nos comece a envolver,
até que o jogo de luz e sombra,
de verde e azul,
nos mostre as estruturas antigas
e estamos em casa
seja onde for,
e podemos sentar e apoiar-nos
como se fora à sepulturada nossa Mãe.

Hilde Domin

8.2.10

brainstorm on the road

Os dias ultrapassam-se uns aos outros,
seja pela esquerda ou pela direira.
Não dão pisca e
eu tenho de atravessar para o outro lado da estrada,
mas eles não param na passadeira,
ignoram o vermelho -
sinal do meu cansaço e
de quão prestes estou de atravessar sem olhar para ambos os lados,
como me ensinaram os meus progenitores.

Estou farta deste trânsito
do tempo que corre como um rio de gelo,
vazio de matéria
mas de corrente pesada.

Vou correr,
mas não sou rápida -
perdi muito tempo a ouvir os pássaros e
a sentir o cheiro a borracha queimada -
Fui atropelada pelos dias
que correm vazios
com memórias de nada.

6.2.10

Eu:

Cheguei agora a Casa, são dez e meia.
Hoje fui à Lello com a minha mãe, touxemos o Mário de Sá-Carneiro, o Amin Maalouf e o Carlos Tê.
Numa troca de palavras, o dono disse à minha mãe que só quem percebe muito de livros faria escolhas tão especiais, ao que a minha mãe respondeu que eram escolhas de quem o faz por muito gosto.
A Ribeiro não tinha areias, e eu ainda não digeri o desconsolo.
O Peter Gabriel, os Midlake, o Abaji, a Laura Veirs, os Anathema, o Willie Nelson, a Basia Bulat, são espectros agradavelmente barulhentos, permanetemente bombeados nos meus canais sensoriais.

Ontem li uma oração, que procurava há muito tempo, sem saber muito bem se ela existia. Encontrei-a nas velas, nos tijolos de Taizé, na capela do CLF, no anúncio do Caminho. Encontrei-a nas mãos e nos olhos dos meus, e sobretudo, encontrei-a no coração...
Senti, em cada centímetro da minha pele, a sua chegada - que ansiei à exaustão, que procurei incessavelmente.
Procurei por ela, como quem grita pela auto-definição - dinâmica - que será mudada todos os dias a partir de hoje, no seu próprio contexto, nos próprios significados, nas lições, nos objectivos, mas nunca na essência.

As palavras chegaram como lágrimas agridoce nos lábios, nos dentes... E abençoam-me com paz.


Eu :
Creio nos caminhos da alegria e da amizade que nunca esquecem passos percorridos e acolhem sempre novos passos e mais passos.
Creio nas mãos que unem, em dia de encontro e se firmam na força que souberam sua.
Creio nas flores que se abrem ao sol da amizade e enfeitam por dentro a vida dos homens e que nunca murcham nem secam.
Creio nas asas que nascem com as palavras, ou o sorriso, ou o olhar e que apressam a madrugado do amor. Ámen.
Oração Taizé, CLF a 5 de Fevereiro de 2010


[ Isto faz deste um dos posts mais importantes que já escrevi até hoje ]

3.2.10

mar sonoro

tenho pensado [ / demasiado ?! ] na maneira como o céu me promete não cair na minha cabeça.
desconfio da segurança porque o sinto cada vez mais na minha pele, tenho as raízes dos cabelos arrepiadas - se calhar é frio ou então os Gauleses é que tinham razão.
no céu já não confio, e o mar é mentiroso.
promete embalar-me como faz à areia, mas gosta mais dela do que de mim.
no fundo sei que ele gosta mais dela porque os grãos são livres e não precisam dele para nada.

Por falar em mar, espanta-me como é sonoro , como me mente piedosamente [ / eu sei disso, e agradeço ] enquanto me embala , enquanto me leva para outros lugares , para lá do horizonte, do firmamento . e por associação [ / inevitável ] de ideias lembro-me do poema de Sophia que dediquei à minha mãe e à paixão dela pelo mar [ é curioso como nos sentimos no direito de dedicar poemas que nem são nossos, mas há poemas que não são de ninguém porque o poeta é um fingidor... ]:

Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho,
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim



Hoje contruímos, na capela, o espaço Taizé. ficou tão bonita !

2.2.10

Macacos do Ártico

It's gonna be mind fucked ! .... i hope .


[ Conto-vos aos despois ! ]