28.2.10

Fui ver o Shutter Island.
Não vou ser esquisita, não me apetece vir com rónhónhós pseudo-intelectuais - achei brilhante !

Lembrou-me a Brain Damage dos Pink Floyd [ e este álbum que ouvi repetidamente este fim-de-semana ]
Destaco versos, cuja impossibilidade psicadélica de negação me faz secretamente feliz:
The lunatic is in my head
I'll see you on the dark side of the moon

23.2.10

Aprender a Tears in The Rain do Joe Satriani em 7 dias, apenas após 7 aulas ?!
[ / para já : Riso incrédulo ]

22.2.10

Prometi não corromper o silêncio que aprendi nas velas e nos tijolos, e que pratiquei nas pedras e no amarelo das setas - Prometi e cumprirei.

O vento no meu caminho tem-me sussurado Anathema :

13.2.10

El camino se hace caminando.

11.2.10






















Desenho de ~Malignanttoast

Tem de se poder partir
contudo ser como uma árvore:
como se a raiz permanecesse na
terra,
como se a paisagem passasse
e nós ficássemos.
Tem de se conter a respiração
até que o vento amaine
e o ar desconhecido nos comece a envolver,
até que o jogo de luz e sombra,
de verde e azul,
nos mostre as estruturas antigas
e estamos em casa
seja onde for,
e podemos sentar e apoiar-nos
como se fora à sepulturada nossa Mãe.

Hilde Domin

8.2.10

brainstorm on the road

Os dias ultrapassam-se uns aos outros,
seja pela esquerda ou pela direira.
Não dão pisca e
eu tenho de atravessar para o outro lado da estrada,
mas eles não param na passadeira,
ignoram o vermelho -
sinal do meu cansaço e
de quão prestes estou de atravessar sem olhar para ambos os lados,
como me ensinaram os meus progenitores.

Estou farta deste trânsito
do tempo que corre como um rio de gelo,
vazio de matéria
mas de corrente pesada.

Vou correr,
mas não sou rápida -
perdi muito tempo a ouvir os pássaros e
a sentir o cheiro a borracha queimada -
Fui atropelada pelos dias
que correm vazios
com memórias de nada.

6.2.10

Eu:

Cheguei agora a Casa, são dez e meia.
Hoje fui à Lello com a minha mãe, touxemos o Mário de Sá-Carneiro, o Amin Maalouf e o Carlos Tê.
Numa troca de palavras, o dono disse à minha mãe que só quem percebe muito de livros faria escolhas tão especiais, ao que a minha mãe respondeu que eram escolhas de quem o faz por muito gosto.
A Ribeiro não tinha areias, e eu ainda não digeri o desconsolo.
O Peter Gabriel, os Midlake, o Abaji, a Laura Veirs, os Anathema, o Willie Nelson, a Basia Bulat, são espectros agradavelmente barulhentos, permanetemente bombeados nos meus canais sensoriais.

Ontem li uma oração, que procurava há muito tempo, sem saber muito bem se ela existia. Encontrei-a nas velas, nos tijolos de Taizé, na capela do CLF, no anúncio do Caminho. Encontrei-a nas mãos e nos olhos dos meus, e sobretudo, encontrei-a no coração...
Senti, em cada centímetro da minha pele, a sua chegada - que ansiei à exaustão, que procurei incessavelmente.
Procurei por ela, como quem grita pela auto-definição - dinâmica - que será mudada todos os dias a partir de hoje, no seu próprio contexto, nos próprios significados, nas lições, nos objectivos, mas nunca na essência.

As palavras chegaram como lágrimas agridoce nos lábios, nos dentes... E abençoam-me com paz.


Eu :
Creio nos caminhos da alegria e da amizade que nunca esquecem passos percorridos e acolhem sempre novos passos e mais passos.
Creio nas mãos que unem, em dia de encontro e se firmam na força que souberam sua.
Creio nas flores que se abrem ao sol da amizade e enfeitam por dentro a vida dos homens e que nunca murcham nem secam.
Creio nas asas que nascem com as palavras, ou o sorriso, ou o olhar e que apressam a madrugado do amor. Ámen.
Oração Taizé, CLF a 5 de Fevereiro de 2010


[ Isto faz deste um dos posts mais importantes que já escrevi até hoje ]

3.2.10

mar sonoro

tenho pensado [ / demasiado ?! ] na maneira como o céu me promete não cair na minha cabeça.
desconfio da segurança porque o sinto cada vez mais na minha pele, tenho as raízes dos cabelos arrepiadas - se calhar é frio ou então os Gauleses é que tinham razão.
no céu já não confio, e o mar é mentiroso.
promete embalar-me como faz à areia, mas gosta mais dela do que de mim.
no fundo sei que ele gosta mais dela porque os grãos são livres e não precisam dele para nada.

Por falar em mar, espanta-me como é sonoro , como me mente piedosamente [ / eu sei disso, e agradeço ] enquanto me embala , enquanto me leva para outros lugares , para lá do horizonte, do firmamento . e por associação [ / inevitável ] de ideias lembro-me do poema de Sophia que dediquei à minha mãe e à paixão dela pelo mar [ é curioso como nos sentimos no direito de dedicar poemas que nem são nossos, mas há poemas que não são de ninguém porque o poeta é um fingidor... ]:

Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho,
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim



Hoje contruímos, na capela, o espaço Taizé. ficou tão bonita !

2.2.10

Macacos do Ártico

It's gonna be mind fucked ! .... i hope .


[ Conto-vos aos despois ! ]